Pergunte à June Smerth

Jornalismo não levado à sério

AI-5 Digital

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A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente
importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador de Sarkozi tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos de prática criminosa todos os seus usuários. O projeto foi derrotado.

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas,
reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacida de dos internautas e, se aprovado, elevará o já elavado custo de comunicação no Brasil.

Gostaríamos de convidá-lo a participar do ato público que será realizado no dia 14 de maio, às 19h30, em defesa da
LIBERDADE NA INTERNET
CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE
CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO

O Ato será na Assembléia Legislativa de São Paulo e será transmitido em streaming para todo o país pela web.

PLENÁRIO FRANCO MONTORO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO
AV PEDRO ALVARES CABRAL S/N – IBIRAPUERA

O Ato também terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo Facebook.

Contamos com a sua presença.

(retirado do site do Sergio Amadeu, professor de Teoria da Comunicação da Cásper Líbero;  sim, tenho aulas com o cara!)

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Written by June Smerth

14/05/2009 at 2:09 pm

Fernando Anitelli faz pocket show na FNAC

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Na última quarta-feira do mês passado, dia 29, Fernando Anitelli se apresentou na FNAC da Av. Paulista.

Sem sua trupe, o vocalista do Teatro Mágico consegue empolgar e envolver os fãs, porém, para aqueles acostumados com o palco cheio, fica a sensação de que falta alguma coisa. Mas nada que tire a aura mágica das músicas.

 

Fernando Anitelli apresentou músicas do primeiro e do segundo CD (“Entrada para Raros” e “2º ato”, respectivamente). Sem deixar de fora o hino “O anjo mais velho”, o músico surpreendeu os fãs com “Xanéu nº 5”, canção pouco usual em pequenos shows como esse.

Quem ficou até o fim, ganhou alguns minutos de conversa, fotos e autógrafos do músico.

Amanhã, ele se apresenta, dessa vez, com a trupe reunida, no Itaú Cultural, o show começa às 20h00, mas os ingressos – já que a entrada é gratuita – precisam ser retirados com duas horas de antecedência.

Written by June Smerth

09/05/2009 at 11:55 pm

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Hair

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Musical da Broadway, ‘Hair’, faz sucesso inesperado

 

No contrafluxo dos estragos causados pela crise financeira nos EUA, o musical que na sua estreia em 1967 era encenado ao ar livre no Central Park, tem atraído uma multidão que formam uma fila que dobra o quarteirão nos dias em que o teatro Al Hirschfeld tem em seus palcos a montagem que evoca o lema de paz & amor dos hippies.

Talvez, após uma era cheia de excessos, onde aquecimento global, crise financeira e mais recentemente, a possibilidade de uma pandemia devido à gripe suína, tomaram as manchetes dos veículos de comunicação, os americanos busquem voltar a um estilo de vida simples.

Abaixo,  um vídeo com a música inicial do musical.

Written by June Smerth

03/05/2009 at 7:52 pm

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Zonas Úmidas

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zonas umidas

Nada de garotas ricas – e chatíssimas – que  tem o cabelo perfeito, a pele perfeita, o corpo perfeito, enfim, a vida perfeita. Zonas Úmidas, o primeiro romance de Charlotte Roche, tem como protagonista uma jovem de 18 anos chamada Helen.

A história se passa na Alemanha, onde Helen, que mora com a mãe e o irmão, realiza uma cirurgia de hemorróidas e precisa ficar internada.

Durante sua internação ela nos revela um pouco de seu universo. Helen fala sem nenhum constrangimento sobre seus métodos de obter prazer e as pequenas artimanhas que produz, como seu próprio absorvente ou seu perfume de secreção vaginal.

As atitudes de Helen nos levam a questionar a imposição de personagens politicamente corretos – e tão distante de nós, afinal, quem nunca teve interesse em conhecer mais a fundo as ‘sujeiras’ produzidas pelo seu próprio corpo?

Written by June Smerth

25/04/2009 at 11:44 pm

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Entrevista exclusiva com Rafinha Bastos

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O apresentador do CQC fala sobre o sucesso do programa e como conheceu a stand-up comedy

Entrevista exclusiva com Rafinha Bastos

Entrevista exclusiva com Rafinha Bastos

 

Como a stand-up comedy apareceu na sua vida? A stand-up comedy é um gênero tipicamente norte-americano. Como foi a idéia de trazer esse formato para o Brasil?
Morei lá em 1998 e fiquei fascinado com aquela  possibilidade de ser eu mesmo no palco com material escrito por mim. Quando cheguei aqui conheci o Mansfield e a Marcela Leal e começamos o projeto.

Você vem trabalhando com stand-up bem antes da estréia do programa CQC na televisão, conte um pouco sobre as dificuldades desse começo.
Fizemos apresentações para 8, 6 e até 3 pessoas. No começo nós cancelamos muito show por falta de público. Era difícil aranjar quem estivesse disposto a fazer e a assistir stand-up.

Alguns repórteres do CQC também trabalham com stand-up. Após o início do programa, esse gênero cresceu relativamente. Pode-se dizer que em conseqüência do sucesso do programa?
Não acredito em uma ligação tão direta. Acho que o programa ajudou porque cresceu o interesse na stand-up, mas eu já fazia muito sessão lotada só com a divulgação na web.

A mídia televisiva enfrenta quedas de audiência e
perde espaço para mídias alternativas dentro da internet. Isso reflete a falta de inovação do gênero jornalístico?

Reflete um novo tempo em que as mídias estão convergindo. É preciso que os veículos evoluam e não apenas jornalisticamente falando.

O CQC, que une jornalismo e humor, foi a grande revelação de 2008. Vocês concorreram a prêmios importantes e conseguiram aumentar a audiência da emissora. A que fatores você
atribui todo esse sucesso?
Prêmio é uma grande bobagem. É só uma encheção de ego e uma babação de ovo boba. Não precisávamos de prêmios para saber que o programa é bom. As pessoas estão assistindo, estão gostando.. esse é o sinal do sucesso. O programa é diferente de tudo que já surgiu na TV brasileira. Isso por si só já é um passo
muito na frente.

Essa junção de jornalismo e humor seria um novo tipo de jornalismo em tempos de crise?
A crise não tem a ver com isso. Os formatos da TV precisam ser subvertidos. Tudo é muito parecido na TV. O CQC veio para quebrar um pouco esta ordem estabelecida. Tomara que as outras emissoras apostem em projetos inovadores. A TV brasileira está precisando.

Written by June Smerth

19/04/2009 at 12:27 am

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Resenhas

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Resenhas para a revista A Imprensa, da faculdade.

Rumo a Los Angeles. John Fante nos apresenta seu personagem e alter-ego Arturo Bandini, um jovem de 18 anos que lê Nietzsche e gosta de falar difícil, perde seu pai e se vê obrigado a trabalhar numa fábrica de enlatados de sardinha para sustentar a família.  É nesse ambiente com cheiro de peixe que Bandini tenta atingir seu objetivo de vida: tornar-se escritor, despertando amor e ódio ao revelar suas experiências. Brasiliense, 1989. 152 p.

 

Che – O Argentino. Cinebiografia do argentino Ernesto “Che” Guevara. Relata a chegada de Che a Cuba, com a intenção de participar de uma guerrilha junto com Fidel Castro na tentativa de derrubar o governo de Fulgêncio Batista. O filme intercala Che em Nova York, e as aventuras na guerrilha. Baseado nos diários do próprio guerrilheiro, o filme ainda conta com o brasileiro Rodrigo Santoro, como Raúl Castro. EUA/ França/ Espanha, 2008. 126min.

Written by June Smerth

05/04/2009 at 5:41 pm

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Baby woman

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Todo mundo já falou pelo menos uma vez na vida: “Nada mais me choca” certo? Ainda mais quem circula pela net e todo dia dá de cara com coisas bizarras, incomuns e afins.

Realmente desconhecia a possibilidade de, por disfunções endocrinológicas, uma pessoa adulta cronologicamente, poder aparentar muito menos idade. Não estou comentado “parecer alguns anos mais novo ou mais velho” mas sim, ter 28 anos de idade e ter a aparência e intelecto de um bebê de 8 meses de idade. Parece incrível? Um caso incomum distante? Não, essa é a realidade de Maria Audenete que vive no interior do Ceará e que se tivesse sido diagnosticada precocemente e submetida ao tratamento correto, teria se desenvolvido normalmente.

 

(retirado do site Ah! Tri Né!)

Written by June Smerth

04/04/2009 at 7:41 pm

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