Pergunte à June Smerth

Jornalismo não levado à sério

Entrevista exclusiva com Rafinha Bastos

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O apresentador do CQC fala sobre o sucesso do programa e como conheceu a stand-up comedy

Entrevista exclusiva com Rafinha Bastos

Entrevista exclusiva com Rafinha Bastos

 

Como a stand-up comedy apareceu na sua vida? A stand-up comedy é um gênero tipicamente norte-americano. Como foi a idéia de trazer esse formato para o Brasil?
Morei lá em 1998 e fiquei fascinado com aquela  possibilidade de ser eu mesmo no palco com material escrito por mim. Quando cheguei aqui conheci o Mansfield e a Marcela Leal e começamos o projeto.

Você vem trabalhando com stand-up bem antes da estréia do programa CQC na televisão, conte um pouco sobre as dificuldades desse começo.
Fizemos apresentações para 8, 6 e até 3 pessoas. No começo nós cancelamos muito show por falta de público. Era difícil aranjar quem estivesse disposto a fazer e a assistir stand-up.

Alguns repórteres do CQC também trabalham com stand-up. Após o início do programa, esse gênero cresceu relativamente. Pode-se dizer que em conseqüência do sucesso do programa?
Não acredito em uma ligação tão direta. Acho que o programa ajudou porque cresceu o interesse na stand-up, mas eu já fazia muito sessão lotada só com a divulgação na web.

A mídia televisiva enfrenta quedas de audiência e
perde espaço para mídias alternativas dentro da internet. Isso reflete a falta de inovação do gênero jornalístico?

Reflete um novo tempo em que as mídias estão convergindo. É preciso que os veículos evoluam e não apenas jornalisticamente falando.

O CQC, que une jornalismo e humor, foi a grande revelação de 2008. Vocês concorreram a prêmios importantes e conseguiram aumentar a audiência da emissora. A que fatores você
atribui todo esse sucesso?
Prêmio é uma grande bobagem. É só uma encheção de ego e uma babação de ovo boba. Não precisávamos de prêmios para saber que o programa é bom. As pessoas estão assistindo, estão gostando.. esse é o sinal do sucesso. O programa é diferente de tudo que já surgiu na TV brasileira. Isso por si só já é um passo
muito na frente.

Essa junção de jornalismo e humor seria um novo tipo de jornalismo em tempos de crise?
A crise não tem a ver com isso. Os formatos da TV precisam ser subvertidos. Tudo é muito parecido na TV. O CQC veio para quebrar um pouco esta ordem estabelecida. Tomara que as outras emissoras apostem em projetos inovadores. A TV brasileira está precisando.

Written by June Smerth

19/04/2009 às 12:27 am

Publicado em entrevistas

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Uma resposta

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  1. Rafinhaaaa *-*
    Muito bom, muito bom!
    Dou 10 nesse trabalho😀

    Jéh M.

    19/04/2009 at 10:22 pm


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